dos labirintos...

dou por mim a pensar, se vivemos num labirinto, haverá motivo para que algum dia deixemos de o fazer?!! existem dois tipos de situações, em tudo distintas... quem neles escolhe viver e escolhe deixar de o fazer (por vezes com sucesso, outras nem por isso!)... e quem não escolhe este modo de vida, mas habita-os, não lhe foi dado a escolher (pelo menos, não de forma consciente!) mas é o que lhe está reservado e aí existem duas hipóteses: sobreviver ou viver... acho que me enquadro no 2º grupo.. e na 2ª opção, também! afinal de contas quem tem este "modo de vida" (chamemos-lhe assim...) não tem grandes opções... se deixar as migalhas para encontrar o caminho, elas acabaram por desaparecer, comidas por algum pássaro, ou levadas pelo vento... o fio todo do mundo, acabaria por não chegar... mas, no fundo, por mais voltas que a malta dê, ficará para sempre enclausurada num labirinto! um labirinto, sem saída, interminável e que nos leva a andar em círculos, sem fim à vista... sem saber porquê, mas lá andamos... se queremos viver, nunca deixamos de correr à procura da saída, sabemos que nunca a encontraremos, mas nem por isso deixamos de a procurar... ou então sobrevivemos e conforma-mo-nos com o que pensamos ser a saída, mas não é (nunca é!), baixamos a cabeça e continuamos à procura... mas, sem correr... como quem deambula por aí, à espera que algo nos caia aos pés e por milagre as coisas aconteçam... acho que o truque é esse, permanecer atento e correr, correr sempre, sem parar, sem nunca desistir... porque um dia, encontraremos a saída (ou não) e aí poderemos sossegar e pensar, ok!, eu não desisti.... (ou como já o disse), eu vivi... e caramba, se sabe bem viver!

Gato (s) Fedorento (s)

ei-los que regressam... pois é, o Gato Fedorento voltou, acutilante como sempre e num estilo que fez escola noutros países! numa 1ª impressão e ainda muito a quente, gostei do que vi! mas mais do que isso, gostei de ver José Sócrates com um poder de encaixe acima da média (ok, tinha de ser, mas esperemos para ver o que farão os restantes entrevistados!..), acho mesmo que apesar de algumas atitudes um pouco forçadas (não é possível disfarçar, pelo menos sempre...) esteve muito bem e conseguiu dar um passo muito importante, em direcção a um eleitorado jovem, que não participa em comícios, não lê jornais e não quer saber de debates... aliás, confesso que me parece de uma coragem fora de série, gozar com o Ricardo Araújo Pereira, no seu próprio programa... enfim, mais um pequeno e médio post, para não dizer um mini-micro-nano-pequeno e médio post... aguardemos agora pelas cenas do próximo capítulo! (hoje, vai ser bonito... Ai, ai Dr.ª Manuela!)
como não poderia deixar de ser, para quem não viu, o que não falta são vídeos no youtube...

G'anda Palma (3)

O Centro Comercial Fechou

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G'anda Palma (2)

Olá (Cá estamos nós outra vez)

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G'anda Palma (1)


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Quero o silêncio do arco íris
Quero a alquímia das estações
Quero as vogais todas abertas
Quero ver partir os barcos
Prenhos de interrogações
Amo o teu riso prateado
Como se a lua fosse tua
Vou pendurar-me nos teus laços
Vou rasgar o teu vestido
Eu quero ver-te nua
Vivemos no tempo dos assassinos
Tempo de todos os hinos
Ouvimos dobrar os sinos
Quem mais jura
É quem mais mente

Vou arquitectar destinos
Sou praticamente demente.......

Eu quero ver-te alucinado
Eu quero ver-te sem sentido
Sem passado e sem memória
Quero-te aqui no presente
Eternamente colorido

Porque abomino o trabalho
Se trabalhasse estava em greve
Se isto não te disser tudo
Arranja-me um momento mudo
O menos possível breve
Vivemos o tempo dos assassinos
Tempo de todos os hinos
Ouvimos dobrar os sinos
Quem mais jura
É quem mais mente
Vou arquitectar destinos
Sou praticamente demente.......
Amo o teu riso prateado
Como se o Sol só fosse teu
Vou pendurar-me no teu laço
Amachucar-te essa camisa
Como se tu fosses eu
Como se tu fosses eu
Como se tu fosses eu

mais uma do J.Palma...

Monólogo de Um Cidadão Frustrado
Penso em voz alta
Até que ouço a mesma voz
Não fale comigo nesse tom
Quero lá saber
Eu quero é ganhar
Até que possa viver só
Sem ter que dar satisfações

Recordo o tempo
Em que a própria noite
Era o Pai Natal
Com o seu saco de prendas

Mais uma vez sonhei com uma mulher
Que me abria as portas
Do Palácio de César

Salta, manhã
São horas de andar
Café, depressa
De novo atrasado
Calma, está quase
Lá vem o patrão
Porra, já está
Aguentei outro dia
Mais um sorriso
Este tem que valer por dois
Em vez do grito que não dei
Faço o meu preço
Faço o leilão
Qualquer um pode concorrer
Mas ninguém será reembolsado, não

Dou uma vista de olhos no jornal
Dez mil contos por uma mansão
Com piscina
Vejo o relógio
Engolir o dia
E os preços a subir de novo
Em Novembro

Salta, manhã
São horas de andar
Café, depressa
De novo atrasado
Calma, está quase
Lá vem o patrão
Porra, já está
Aguentei outro dia

Anoiteceu
Acho que é tempo de pensar
Mas hoje estou tão fatigado
Outro cigarro, outra imperial
Agora já me sinto melhor
Se eu pudesse arranjar o Mundo
Falas em casas debaixo do chão
Para quando as radiações nos ameaçarem
Caio na cama
E fico a cismar
Será mesmo assim
Ou serei eu que estou louco?
Salta, manhã
São horas de andar
Café, depressa
De novo atrasado
Calma, está quase
Lá vem o patrão
Porra, já está
Aguentei outro dia

Porra, já está
Aguentei outro dia

Não resisti a uma adaptação/transcrição da Wikipédia, que aborda a definição de Labirinto.

Podem consultar o original aqui.

"Um labirinto é constituído por um conjunto de percursos intrincados criados com a intenção de desorientar quem os percorre. Podem ser construções tridimensionais (como o lendário labirinto de Creta, ou um conjunto de sebes plantadas de forma a proporcionar entretenimento num jardim), desenhos (como os labirintos que aparecem nos jornais como passatempo), etc. Utiliza-se frequentemente o termo para adjectivar outros géneros de obras. Por exemplo, diz-se de um romance com enredo complicado ou cuja narração não é linear que é "labiríntico". Jorge Luís Borges desenvolveu o assunto em diversos contos e ensaios. Na mitologia grega, o labirinto de Creta teria sido construído por Dédalo (arquitecto cujo nome tornou-se, depois, também sinónimo de labirinto) para alojar o Minotauro, monstro metade homem, metade touro, a quem eram oferecidos regularmente jovens que devorava. Segundo a lenda, Teseu conseguiu derrotá-lo e encontrar o caminho de volta do labirinto graças ao fio de um novelo, dado por Ariadne, que foi desenrolando ao longo do percurso. Tecnicamente alguns autores diferem Labirintos de Dédalos. Os Labirintos seriam caminhos unidirecionais que após algumas voltas sempre levaria ao centro, enquanto os Dédalos seriam as estruturas que visam confundir com entradas e saídas múltiplas. Em inglês estes dois tipos de desenho são definidos pelas palavras "Labyrinth" e "Maze" respectivamente.

(...)

A Internet como labirinto

A Internet é um labirinto moderno. Duas estratégias podem ser utilizadas para percorrê-lo:

(i) a estratégia de Ariadne sã, no qual toda rota é anotada ou registada de forma a se percorrer o caminho de volta se o usuário quiser, logicamente;

(ii) a estratégia de Ariadne louca, no qual o Internauta avança sem registo e por tentativas e erros, de sala em sala, site em site, sem uma forma de registo que permita sua volta pelo caminho passado.

Essas duas estratégias podem conduzir a resultados de busca interessantes e diversos.
(...)
Do ponto de vista topológico, os labirintos podem ser unicursais (um só sentido) ou não. No caso dos unicursais há apenas uma rota possível. Esse é o caso de estradas directas e dos caminhos em espiral. De um certo ponto de vista, os estudos de mapas e de labirintos se confundem...
(...), podem ser confundidos com labirintos, pelo menos, aqueles mais primitivos, na forma de mapas potentes de um inconsciente mais profundo. (...)."

porquê?

dou comigo a pensar no porquê de ter criado este blog... e, dou por mim com a certeza de que já não o sei... esperança de que seja lido por centenas de pessoas, que tenha honrarias, até quem sabe espaço de antena, quase (sublinho o quase!!!) toda a gente quer!!! talvez o quisesse também, mas acho que bem lá no fundo! afinal, só 2 ou 3 pessoas sabiam que me pertencia, isto durante mais de um ano! dado que nunca o assinei, nunca publiquei o meu nome e só muito recentemente criei um perfil público... ainda assim, faço um esforço e tento recordar-me... não consigo, talvez aquilo que levou à sua criação seja diferente daquilo que leva à sua manutenção! acho que é isso... ou, uma das maravilhas da world wide web, o simples facto de continuarmos a ser uns "insignificantes", a estarmos sozinhos no meio do universo e condenados a que ninguém saiba da nossa existência... se calhar é isso mesmo, em tempos serviu para desabafos, ainda serve essa função ainda que mais esporadicamente... lembro-me agora, porque motivo, sem sequer saber que nome dar ao blog, queria que uma das palavras fosse labirinto... por causa das encruzilhadas e nós, inversões de marcha e contra-ordenações que todos, especialmente eu (ou não fosse o autor do blog!) fazemos e encontramos! pois, vivam os labirintos, regozijemos-nos por a nossa vida não ser uma auto-estrada infinita, uma recta interminável em que vemos a linha do horizonte a muitos kms de distância, uma via de alcatrão novo, quente ao toque e quase, quase macio... festejemos pois o facto de existirem labirintos, cruzamentos e entroncamentos que nos apurem os sentidos e nos mantenham alerta...que nos digam ESTÁS VIVO, POR ISSO VIVE!... sabem?! cada vez gosto mais de labirintos... fazem-me sentir vivo!

fabuloso...


Publicidade absolutamente fabulosa da Pfizer... Fiquei sem palavras!

Obrigado ao Tiago pela dica.


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Senhoras e Senhores, que grande filme, tive o prazer de ver hoje... Na minha modesta opinião, conhecendo toda a obra de Quentin Tarantino, esta é a sua obra-prima... Absolutamente delicioso! Um filme que dura quase 3 horas, mas que se fossem 5,6 ou 8 horas, continuava a não chatear rigorosamente nada. Aconselho toda a gente a assistir... Uma última palavra para Brad Pitt! Desempenho fabuloso...

Podem ver o trailer oficial aqui e consultar a página aqui.

brevemente...

brevemente as férias parte 2... Ou seja Tasquinhas 2009 em Mortágua! Talvez... Ou então não, afinal como se costuma dizer "o que acontece em Vegas, fica em Vegas..." logo decido qual a versão adequada!

férias...

Ora, estive de férias... Um pouco à imagem de um retiro espiritual, mas no meio de muita gente! Ou como já foi referido por alguém, "sozinho no meio de uma multidão"... Foi bom! Deu para desanuviar o espírito e acima de tudo, descansar... Por a cabeça de molho e não pensar em nada! (esta a 1ª parte das férias, a 2ª já lá vamos...) deixo umas fotos para a posteridade...






Para encerrar a 1ª temporada (e como tinha referido...) Joss Stone e James... Joss Stone, pouco vi... Mas também o que vi... Agora James, muito bom... Mesmo muito bom!!!
Aqui ficam uns "recuerdos"...

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twitter...

finally... twitter!

http://twitter.com/pedro7ol

é caso para dizer... piuuuu!!!

in love...

ok, já chega... apetece-me gritar, cantar, pular e festejar! Não, não fumei nada. Estou feliz, pode-se dizer (até) que estou apaixonado. Não por quem, mas porquê... Seja, vou exterioriza-lo! Estou apaixonado por uma ilha... Sim, uma ilha! Ou melhor um arquipélago de ilhas... Mais precisamente 6852... (Mais coisa, menos coisa...) mas também, o que há para não se gostar:





Sim, o Japão... Tenho de ir lá! Está a tornar-se uma obsessão para mim!!! Nem que tenha de trabalhar a vida toda para o conseguir, eu tenho de ir conhecer o Japão (e quem sabe trazer uns bonsais à maneira na volta)... Quem sabe!

Obrigado Haruki Murakami...


Good Ridance (Time of Your Life) - Green Day

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i'm felling musical today...


"Times Like These" - Foo Fighters



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Jorge Palma, again...

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Tira a mão do queixo, não penses mais nisso
O que lá vai já deu o que tinha a dar
Quem ganhou, ganhou e usou-se disso
Quem perdeu há-de ter mais cartas para dar
E enquanto alguns fazem figura
Outros sucumbem à batota
Chega aonde tu quiseres
Mas goza bem a tua rota

Enquanto houver estrada para andar
A gente vai continuar
Enquanto houver estrada para andar
Enquanto houver ventos e mar
A gente não vai parar
Enquanto houver ventos e mar

Todos nós pagamos por tudo o que usamos
O sistema é antigo e não poupa ninguém, não
Somos todos escravos do que precisamos
Reduz as necessidades se queres passar bem
Que a dependência é uma besta
Que dá cabo do desejo
E a liberdade é uma maluca
Que sabe quanto vale um beijo

Enquanto houver estrada para andar
A gente vai continuar
Enquanto houver estrada para andar
Enquanto houver ventos e mar
A gente não vai parar
Enquanto houver ventos e mar

Enquanto houver estrada para andar
A gente vai continuar
Enquanto houver estrada para andar
Enquanto houver ventos e mar
A gente não vai parar
Enquanto houver ventos e mar